sexta-feira, 26 de junho de 2009
A rosa da vida.
Onde haveriam de estar? quem teria as visto?
Será que alguem me devolveria, se achasse?
Estariam elas já secas?
A quanto tempo perdi? por que as perdi?
O galho já sem vida, tinha algum espinhos, que feriram minhas mãos.
As feridas, alguma já cicatrizadas, outras recem adquiridas. Espinhos não secam.
As petálas sim.
Podemos ferir e sermos feridos tantas vezes quanto quisermos, principalmente quando perdemos as esperanças, os espinhos tornam- se mais evidentes ...
Mas as petálas... ah! as petalas! tão delicadas, tão dificeis de serem preservadas...
As petálas não ficam, a não ser que sejam preservadas com magia...
Uma lágrima caiu. O chão tambem estava seco, mas no local em que a lágrima caiu, eu pude ver, a calçada não era cinza como eu imaginei que fosse num primeiro momento. Minha lágrima fez com o que estava por baixo de tanta poeira aparecesse.. Ele era de um vermelho vivo, vibrante, não sei a quanto tempo a verdadeira cor estava escondida por baixo de tanta poeira, os transeuntes que passavam por ali imaginavam qual a cor real daquele chão em que pisavam?
Olhei para o horizonte, o sol estava nascendo, e com ele, a esperança de
não deveria mais chorar pelo que perdi, e sim correr atrás de uma nova rosa ...
quarta-feira, 24 de junho de 2009
"A coisa obscura e inexplicada é vista como mais importante do que a clara e explicada"
"O homem é mais sensivel ao desprezo que vem dos outros, do que os que vem de si mesmo"
terça-feira, 23 de junho de 2009
segunda-feira, 22 de junho de 2009
A alma dos diferentes
Ah, o diferente, esse ser especial! Diferente não é quem pretenda ser. Esse é um imitador do que ainda não foi imitado, nunca um ser diferente.
Diferente é quem foi dotado de alguns mais e de alguns menos em hora, momento e lugar errados para os outros. Que riem de inveja de não serem assim. E de medo de não agüentar, caso um dia venham, a ser. O diferente é um ser sempre mais próximo da perfeição.
O diferente nunca é um chato. Mas é sempre confundido por pessoas menos sensíveis e avisadas. Supondo encontrar um chato onde está um diferente, talentos são rechaçados; vitórias, adiadas; esperanças, mortas. Um diferente medroso, este sim, acaba transformando-se num chato. Chato é um diferente que não vingou.
Os diferentes muito inteligentes percebem porque os outros não os entendem. Os diferentes raivosos acabam tendo razão sozinhos, contra o mundo inteiro. Diferente que se preza entende o porquê de quem o agride. Se o diferente se mediocrizar, mergulhará no complexo de inferioridade.
O diferente paga sempre o preço de estar - mesmo sem querer – alterando algo, ameaçando rebanhos, carneiros e pastores. O diferente suporta e digere a ira do irremediavelmente igual: a inveja do comum; o ódio do mediano. O verdadeiro diferente sabe que nunca tem razão, mas que está sempre certo.
O diferente começa a sofrer cedo, já no primário, onde os demais de mãos dadas, e até mesmo alguns adultos por omissão, se unem para transformar o que é peculiaridade e potencial em aleijão e caricatura. O que é percepção aguçada em: "Puxa, fulano, como você é complicado". O que é o embrião de um estilo próprio em: "Você não está vendo como todo mundo faz?" O diferente carrega desde cedo apelidos e marcações os quais acaba incorporando. Só os diferentes mais fortes do que o mundo se transformaram (e se transformam) nos seus grandes modificadores.
Diferente é o que vê mais longe do que o consenso. O que sente antes mesmo dos demais começarem a perceber. (Artur da Távola)