quarta-feira, 17 de junho de 2009

Quem sou eu?

"...Naturalmente, é muito pouco provável que você um dia tropece numa criatura de outro planeta. Não sabemos nem mesmo se há vida em outros planetas. Mas pode ser que você um dia tropece em si mesmo. Pode ser que um belo dia você pare o que está fazendo e passe a se ver de uma forma completamente diferente. E pode ser que isto aconteça justamente "hoje" ?

“Sou uma criatura estranha”, você irá pensar. “Sou um animal misterioso…”

E então vai ser como acordar de um sono de anos. Como o da Bela Adormecida. “Quem sou eu?”, você irá se perguntar. Você sabe que viaja pelo universo num planeta. Mas o que é o universo?" ..."

"...Para as crianças, o mundo – e tudo o que há nele – é uma coisa nova; algo que desperta a admiração. Nem todos os adultos vêem a coisa dessa forma. A maioria deles vivencia o mundo como uma coisa absolutamente normal.

E precisamente neste ponto é que os filósofos constituem uma louvável exceção. Um filósofo nunca é capaz de se habituar completamente com este mundo. Para ele ou para ela o mundo continua a ter algo de incompreensível, algo até de enigmático, de secreto. Os filósofos e as crianças têm, portanto, uma importante característica comum. Podemos dizer que um filósofo permanece a sua vida toda tão receptivo e sensível às coisas quanto um bebê..."


Um dos meus trechos prediletos de um dos meus livros preferidos, "O mundo de Sofia" de Jostein Gaarder


E se...

E se ele sorrir? E se disser o que eu quero ouvir?

Eu já não sei mais até que ponto meus sentimentos são verdadeiros e intensos, ou são apenas uma brincadeira de criança, um desafio de menina mimada...
Como descobrir como eternizar um sentimento, se tudo que desejo é a vontade de sentir aquele frio na barriga de não saber o que o futuro me reserva? Como me acostumar com a rotina e o aconchego de uma estabilidade emocional, quando a adrenalina e a vontade de viver o desconhecido me atraem e me fazem desejar o daqui a pouco muito mais do que o agora?

Comemos, dormimos, transamos, saímos...

"A gente tem uma vida... uma vida de babacas. Comemos, dormimos, transamos, saímos... cada dia é a repetição incosciente do anterior: a gente come uma coisa diferente, a gente dorme melhor, ou pior, transa com outra pessoa, vamos à um lugar diferente quando saímos, jamais é igual. (...) Mas a gente tem medo do pior. Medo do desconhecido. Então, quer queira, quer não, a gente fica sempre esperando alguma coisa. Do contrário, já teríamos apertado o gatilho, engolido a caixa de comprimidos, pressionado a lâmina da navalha até o sangue jorrar. A gente tenta se distrair, fazer a farra. A gente tenta brincar com a vida para fingir que a domina. A gente anda rápido demais, andamos à beira do abismo, cheiramos em demasia. A gente procura o amor, acha que o encontrou..depois vem a queda, de muito alto. Os rostos suplicantes, a solidão, as mãos sujas, um bebê que chora, a noite, o vazio... (...) E a gente morre lentamente nos nossos apartamentos grandes demais, com sancas no lugar do céu, fartos, entupidos de cocaína e anti-depressivos... E um sorriso nos lábios."

Dimensionar um sentimento?



"Se eu pudesse dar-lhe uma idéia do meu sentimento de solidão! Nem entre os vivos nem entre os mortos, não tenho alguém de quem me sinta próximo. Não se pode descrever como é aterrorizador; e apenas o treino em suportar esse sentimento e o caráter progressivo de sua evolução desde a tenra infância permitem-me compreender que não tenha sido totalmente aniquilado por ele."

terça-feira, 16 de junho de 2009

Errei!


Que coisa ruim!Sempre a mesma história!

Quando se acaba de construir uma casa nota-se que ao construí-la, sem perceber, se aprendeu algo que simplesmente se devia saber bem antes de começar a construir. O eterno e maçante "tarde demais!" A melancolia de tudo que se termina....

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Eles nos deram a dor,ou despertaram nosso cerebro?

Homem,excita o cerebro!
Que diz a profunda meia noite?
"Tenho dormido ,tenho dormido!"
De um sono profundo despertei.
O mundo é profundo,mais profundo do que o dia pensava.
Profunda é a sua dor e a alegria mais profunda que o sofrimento.
A dor diz : Passa!
Mas toda alegria quer eternidade,quer profunda eternidade!!!


Esse trecho de Nietzsche vai para meu companheiro de dor,e dos devaneios mais profundos que alguem pode ter sobre amor,dor,egoísmo e respeito. O importante é não perdermos a intensidade né? Que entende o que sinto porque vive o mesmo momento.

domingo, 14 de junho de 2009

Superficialidade interior.

Porque tentar entender a nós mesmos parece tarefa tão dificil, e tentar entender o outro parece fácil... Na verdade não é entendimento, é julgamento baseado em superficialidade.E porque muitas vezes nos contentamos em absorver apenas a superficialidade de uma pessoa e a partir dai darmos nosso julgamento sobre ela, e não lembramos na intensidade que existe dentro de cada ser?
Todas as fraquezas que existe em cada um,principalmente.