sexta-feira, 26 de junho de 2009

A rosa da vida.

Eu segurava uma rosa branca, e observei que ela estava sem nenhuma petála.
Onde haveriam de estar? quem teria as visto?
Será que alguem me devolveria, se achasse?
Estariam elas já secas?
A quanto tempo perdi? por que as perdi?
O galho já sem vida, tinha algum espinhos, que feriram minhas mãos.
As feridas, alguma já cicatrizadas, outras recem adquiridas. Espinhos não secam.
As petálas sim.

Podemos ferir e sermos feridos tantas vezes quanto quisermos, principalmente quando perdemos as esperanças, os espinhos tornam- se mais evidentes ...
Mas as petálas... ah! as petalas! tão delicadas, tão dificeis de serem preservadas...
As petálas não ficam, a não ser que sejam preservadas com magia...

Uma lágrima caiu. O chão tambem estava seco, mas no local em que a lágrima caiu, eu pude ver, a calçada não era cinza como eu imaginei que fosse num primeiro momento. Minha lágrima fez com o que estava por baixo de tanta poeira aparecesse.. Ele era de um vermelho vivo, vibrante, não sei a quanto tempo a verdadeira cor estava escondida por baixo de tanta poeira, os transeuntes que passavam por ali imaginavam qual a cor real daquele chão em que pisavam?
Olhei para o horizonte, o sol estava nascendo, e com ele, a esperança de
não deveria mais chorar pelo que perdi, e sim correr atrás de uma nova rosa ...

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