quarta-feira, 17 de junho de 2009

Comemos, dormimos, transamos, saímos...

"A gente tem uma vida... uma vida de babacas. Comemos, dormimos, transamos, saímos... cada dia é a repetição incosciente do anterior: a gente come uma coisa diferente, a gente dorme melhor, ou pior, transa com outra pessoa, vamos à um lugar diferente quando saímos, jamais é igual. (...) Mas a gente tem medo do pior. Medo do desconhecido. Então, quer queira, quer não, a gente fica sempre esperando alguma coisa. Do contrário, já teríamos apertado o gatilho, engolido a caixa de comprimidos, pressionado a lâmina da navalha até o sangue jorrar. A gente tenta se distrair, fazer a farra. A gente tenta brincar com a vida para fingir que a domina. A gente anda rápido demais, andamos à beira do abismo, cheiramos em demasia. A gente procura o amor, acha que o encontrou..depois vem a queda, de muito alto. Os rostos suplicantes, a solidão, as mãos sujas, um bebê que chora, a noite, o vazio... (...) E a gente morre lentamente nos nossos apartamentos grandes demais, com sancas no lugar do céu, fartos, entupidos de cocaína e anti-depressivos... E um sorriso nos lábios."

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